terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Estudo Sobre Incidentes Fatais no Triathlon


No dia 20 de janeiro de 2013, tivemos a infeliz notícia do falecimento de 2 (dois) triatletas na etapa de natação do Ironman 70.3 South Africa 2013. Até o momento, a causa das mortes aponta para uma parada cardíaca.

Desde então, venho pesquisando para ver se encontro mais detalhes do caso, e nessa busca, acabei encontrando um Estudo Sobre Incidentes Fatais no Triathlon realizado pela USA Triathlon, divulgado pela entidade em 25 de outubro de 2012.

Segue logo abaixo, uma tradução livre do artigo da Revista Triathlete sobre esse estudo. Para ter acesso ao artigo original, clique AQUI.

Depois de muita expectativa, foi lançado para o público em geral, um Estudo de 14 páginas da USA Triathlon sobre Incidentes Fatais no Triathlon. Após cinco mortes de triatletas registradas no verão de 2011, incluindo duas no Nautica New York Triathlon, o órgão regulador do esporte criou uma força-tarefa para investigar a segurança do esporte.

Os cinco membros do Painel de Revisão Médica, composto por três médicos e dois diretores de prova, trabalharam com dados revisados de 2003 a 2011, para identificar padrões e possíveis estratégias para a prevenção de mortes no triathlon. Nesse período, 43 mortes foram registradas durante os eventos, das quais 5 foram consideradas "traumáticas", causadas por ferimentos em acidentes com a bicicleta; das 38 mortes restantes, 30 ocorreram durante a natação, três ocorreram durante o ciclismo, três durante a corrida e duas após o término da prova.

Um estudo de 2010 publicado no Journal of the American Medical Association, afirmou que os triathlons são duas vezes mais mortais do que as maratonas. Com uma taxa global de 1 morte por 76.000 participantes, o estudo da USAT considera a taxa de fatalidade no triathlon semelhante ao das maratonas nos Estados Unidos (1 em 75.000).

Embora o histórico médico detalhado e os resultados da autópsia não estavam disponíveis para cada caso, a USAT diz que a maioria das mortes relacionadas no triathlon foram causadas por morte súbita cardíaca. As taxas de mortalidade não parecem ser influenciadas pela duração da prova, o método de início da natação (massa, onda, ou início de contra-relógio), e experiência anterior no triathlon (ou falta dela). Uma análise das condições do percurso, determinando ambientes inseguros ou negligência por parte dos organizadores do evento, não tiveram um papel em qualquer uma das mortes.

Além disso, a USAT não encontrou provas suficientes de mortes causadas pela Natação Induzida Edema Pulmonar (SIPE), uma teoria popular nos meios de comunicação de mídia e fóruns de discussão do triathlon. No entanto, o painel recomenda muita cautela aos atletas sem experiência e se tiverem algum problema para conseguir respirar enquanto nadam, que parem e procurem assistência imediata.

Outras recomendações da USAT para os atletas, incluem:

- Visite um médico para um exame físico, com ênfase na saúde do coração, antes de participar no esporte.

- Criar um plano de prova consistente com a saúde, fitness e preparação.

- Preparar adequadamente para a natação em águas abertas antes do dia da prova.

- Certifique-se de todos os equipamentos funcionando adequadamente.

- Aprenda técnicas de ressuscitação e estar preparado para usar essa habilidade quando necessário.

- Durante o evento, parar ao primeiro sinal de um problema médico, incluindo dor no peito / desconforto, tonturas ou ritmo cardíaco anormalmente alto.


Para ter acesso ao estudo original completo de 14 páginas da USA Triathlon, clique AQUI.

Vale a pena a leitura, onde é possível visualizar algumas estatísticas, gráficos e outros dados interessantes e importantes de se conhecer.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Resultados 2012


Chega ao fim a temporada de 2012 e com alguns sonhos conquistados. Foi uma temporada repleta de situações "extra-campo" que em muitos momentos me levou a acreditar que não daria para seguir em frente. Situações essas que andaram me tirando a alegria, a energia e o foco, mas mesmo assim consegui ter bons rendimentos nas competições ao longo do ano.

O triathlon me provou mais uma vez a importância que ele tem na minha vida, e aliado a minha fé, me resgataram de momentos difíceis, onde tive que transpor muralhas que julguei intransponíveis.

O meu eterno agradecimento a todos aqueles que torceram por mim nesse difícil ano que se encerra. Dedico todas as minhas conquistas aos amigos e familiares, que através de gestos inesquecíveis de apoio, me deram suporte para ir em busca dos meus sonhos. Em especial, ao meu filhão Igor! 

Entre as várias provas incríveis que fiz, gostaria de destacar duas: O Ironman Florida, onde pude realizar um sonho antigo, além da bela história que vivi nessa prova; O Ironman 70.3 Brasil, onde conquistei pela segunda vez, a vaga para disputar um Mundial de Ironman 70.3, que acontecerá em Las Vegas no dia 08 de setembro de 2013.

Segue logo abaixo os meus resultados em 2012:
  • Classificado para o Mundial de Ironman 70.3 2013, na cidade de Las Vegas-Estados Unidos.
  • Classificado para o Mundial de Triathlon Longa Distância, na cidade de Vitoria-Gasteiz na Espanha
  • Tetracampeão Cearense Aquathlon. 2006|2007|2008 na cat. 35-39 anos e 2012 na cat. 40-44 anos
  • Bicampeão Cearense Triathlon Longa Distância 2011|2012, na cat. 40-44 anos
  • Bicampeão Cearense Triathlon Sprint 2011|2012, na cat. 40-44 anos
  • Vice-Campeão Cearense Triathlon Olímpico, na cat. 40-44 anos
  • 1º lugar, na cat. 40-44 anos, na Etapa Única Campeonato Cearense Triathlon Longa Distância, na distância Triathlon Longa Distância
  • 1º lugar, na cat. 40-44 anos, na I Etapa Campeonato Cearense Triathlon Olímpico, na distância Olímpico
  • 1º lugar, na cat. 40-44 anos, na I Etapa Campeonato Cearense Triathlon Sprint, na distância Sprint
  • 1º lugar, na cat. 40-44 anos, na I Etapa Campeonato Cearense Aquathlon, na distância Aquathlon
  • 1º lugar, na cat. 40-44 anos, na II Etapa Campeonato Cearense Aquathlon, na distância Aquathlon
  • 2º lugar, na cat. 40-44 anos, na II Etapa Campeonato Cearense Triathlon Olímpico, na distância Olímpico
  • 2º lugar, na cat. 40-44 anos, na II Etapa Campeonato Cearense Triathlon Sprint, na distância Sprint
  • 4º lugar, na cat. 40-44 anos, no Campeonato Brasileiro Triathlon Longa Distância, na distância Triathlon Longa Distância
  • 5º lugar, na cat. 40-44 anos, na 10ª Meia Maratona de Fortaleza, na distância Meia-Maratona
  • 10º lugar, na cat. 40-44 anos, no Ironman 70.3 Brasil Penha-SC, na distância Ironman 70.3
  • 49º lugar, na cat. 40-44 anos, no Ironman Florida, na distância Ironman

Resultados completos de 2005 a 2012, clique aqui.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Melhores do Ano 2012 da Fetriece


Tendo como cenário o Marina Park Hotel, a Fetriece (Federação de Triathlon do Estado do Ceará) realizou as 19:30 da bela noite de sábado do dia 15 de dezembro de 2012, um coquetel para a Cerimônia de Premiação dos Melhores do Ano 2012.

Nessa noite foram premiados com troféus os 3 melhores atletas em suas categorias no ano de 2012, nas seguintes provas: Triathlon Olímpico, Triathlon Sprint, Triathlon Intermediário, Duathlon Terrestre, Duathlon Aquático e Aquathlon.

Vários atletas presentes ao local, e o melhor de tudo foi reencontrar tantos amigos e ter mais uma vez a oportunidade de dar um sincero aperto de mão, um abraço, bater um papo agradável e descontraído com todos eles e dando boas risadas. Fantástico!

Tive um ano muito bom no calendário cearense e nessa noite fui premiado com 3 troféus na cat. 40-44 anos:
  • Tetracampeão Cearense Aquathlon 2006|2007|2008|2012
  • Bicampeão Cearense Triathlon Sprint 2011|2012
  • Vice-Campeão Cearense Triathlon Olímpico 2012
Em 2012 também fui Bicampeão Cearense Triathlon Longa Distância 2011|2012, na cat. 40-44 anos, porém não teve troféu esse ano.

Parabéns a todos que fazem a Fetriece pelo brilhante ano de 2012. Uma federação atuante e incansável em prol do triathlon cearense.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Vídeo Oficial Personalizado Ironman Florida 2012


Vídeo oficial personalizado do Ironman Florida 2012 produzido pela FinisherPix. Disponível em HD no meu canal no Youtube.

O vídeo resgata as minhas imagens na saída da natação, início e fim da etapa de bike, início da corrida, e o que achei mais bacana foi ver a minha chegada por 4 ângulos diferentes.


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ironman Florida 2012: A Minha Jornada!


O importante não é o destino, mas sim a jornada!!! E a minha jornada até cruzar o pórtico de chegada do Ironman Florida 2012 foi simplesmente incrível e inacreditável!!! Aconteceu de tudo!!!

Normalmente o ciclo de treinos visando uma prova de ironman, leva em torno de 16 a 20 semanas. Diante de inúmeras incertezas nesse período, onde quase fui obrigado a cancelar o projeto, só pude confirmar a minha ida faltando somente 6 semanas para a prova. Só aí então, consegui realizar os treinos específicos e pude focar na prova. Isso mesmo, tive somente 6 semanas de preparação para o Ironman Florida 2012. Uma loucura? Sem dúvida! Tive que trabalhar muito a confiança nesse curto espaço de tempo. Outro detalhe na minha preparação é que estava sem treinador e fiz todos os treinos da minha cabeça e sozinho.

Faltando 10 dias para a competição, a minha garganta ficou bastante inflamada, com muita secreção (verde) e tossindo bastante. Ainda em Fortaleza, fui ao médico, segui todas as orientações e medicamentos. Fiquei sem treinar, em repouso total.

Chega segunda-feira (29/10), dia do embarque até Miami. No mesmo vôo estão os amigos: Thor e sua esposa Carla; Pepinho e sua esposa Eveline; Leônidas e sua esposa Mariusha, e Thiago Mohana. Viajei bem preocupado, pois já tinha se passado 5 dias e nada de melhora na minha garganta. Pra piorar, quando cheguei em Miami o clima estava bem frio e o vento gelado irritava mais ainda a garganta. Iríamos dormir em Miami e na manhã seguinte seguiríamos de carro até Orlando (380km). Nessa noite não consegui dormir, tossindo bastante, nariz completamente entupido e com dificuldade pra respirar. Infelizmente, nos dias seguintes esse quadro se repetiria em todas as noites.

Na terça-feira (30/10), tivemos uma viagem tranquila até Orlando, curtindo a bela paisagem. Chegando lá se juntam a nós a minha esposa Erika e o casal Ulisses e Cecília. Aproveitamos para ir a loja Orange Cycles para comprar o que faltava para a prova. Iríamos dormir em Orlando para na manhã seguinte seguir até o local da prova, a bela Panamá City Beach.

Quarta-feira (31/10), e pela frente um dia longo e bem cansativo de viagem. Do nosso hotel em Orlando até o hotel em Panamá City Beach, 629km de estrada. Saímos de Orlando as 10h e chegamos no destino as 5:30 da tarde. Visual também show!!!

Eu e Erika ficamos hospedados no Laketown Wharf que era um dos hotéis oficiais do evento. Os competidores tiveram 20% off no preço do pacote. O período da hospedagem foi de quarta-feira até domingo. A prova sempre é no sábado. O valor total para o período saiu por US$469,73 com pagamento inicial de US$156,10 em 01/12/11 e o restante no ato do check-in (US$364,80). Noites adicionais para atletas no valor de US$75 e o late check-out no domingo (3pm) por US$25. Ficamos em um apartamento com 2 dormitórios e com uma estrutura completa, com cozinha toda equipada, lavadora de pratos, lavadora de roupa, geladeira com fábrica de gelo e tudo novinho. Da varanda do 17º andar tínhamos um visual espetacular, com vista para o mar e para o local da prova. Do hotel até a cidade Ironman, uma caminhada de 400m. Ao lado do hotel tem um Wallmart onde você encontra tudo pra abastecer a cozinha e a geladeira. O hotel disponibiliza internet e estacionamento grátis. Recomendo 100% esse belo hotel!


Na quinta-feira (01/11) começa uma verdadeira saga atrás de atendimento médico, pois até aquele momento eu não obtinha melhora e assim vivi o drama de não poder largar no sábado. Vi o quanto é importante adquirir um seguro de viagem. Diga-se de passagem o pessoal da Vital Card foi show e nos direcionou para uma clínica em Panamá City Beach. Chegando lá, encontramos resistência em me atender, e após uma longa conversa telefônica entre a seguradora e a clínica, a Vital Card fez o depósito do valor que eles pediram e só assim pude ser atendido. O médico confirmou a inflamação na garganta por bactéria e saí de lá com as receitas dos medicamentos para conter a inflamação e a tosse. Seguimos direto para a farmácia. Agora era torcer e rezar bastante para o milagre acontecer. Até aquele momento, já se passavam 8 dias sem treino.


Pela parte da manhã, além da minha ida a clínica, fiz o check-in da prova. Fui logo cedo, as 9h, e já tinha uma pequena fila. Detalhe para os atenciosos e bem humorados voluntários. Todos os atletas inscritos ganharam uma bela mochila. Muito bacana!!! No kit recebemos 5 sacolas nas cores: vermelha (corrida) , azul (bike), verde (para objetos pessoais como chaves do carro, hotel, etc), preta (special needs corrida) e laranja (special needs bike). Tudo certo! Chip conferido, check-in realizado e pulseira no braço com o número 2154.


Retornei ao hotel para montar a bike e desci para fazer um teste. Rodei só 2km e aparentemente estava tudo ok. Procurei descansar o resto do dia e apesar de não ter ainda a certeza de largar, fui preparando os itens que usaria na prova em suas respectivas sacolas.

Chega a sexta-feira (02/11), véspera da prova. Acordo um pouco melhor. O suficiente para tomar a decisão de que iria largar mesmo sem estar 100% de saúde e confiança. Decidido a lutar pelo meu sonho, mesmo com a grande dúvida dele não se realizar. Foi um dia de aflição! Minha cabeça a mil! Adrenalina! O horário para o bike check-in era de 10:00 as 15:00. Saí do hotel perto do meio-dia e fui caminhando calmamente com a Erika, levando a bike e as sacolas de corrida e bike. Alguns detalhes do bike check-in e da área de transição: não é permitido deixar a sapatilha na bike entre os amadores. Só os profissionais podem deixar a sapatilha na bike. Os amadores tem que deixar na sacola. Também não é permitido colocar capa na bike. Só pode cobrir o selim e a frente. A sacola de bike fica em um lugar e a sacola de corrida fica em outro lugar. As sacolas ficam no chão e alguns atletas usaram fitas coloridas para melhorar a identificação diante de tantas sacolas juntas. Gostei da ideia! Minha bike ficou posicionada bem na saída da transição, e portanto ficou bem fácil de identificar.


Após o bike check-in, retorno ao hotel para descansar e preparar toda a parte nutricional para o dia seguinte. Um momento marcante desse dia foi já a noite, escutando uma rádio local, quando tocou a música tema do meu primeiro Ironman. Viva La Vida - Coldplay. Não contive as lagrimas e cresceu o desejo de na manhã seguinte concluir meu 4º Ironman. Agora era dormir e aguardar O Grande Dia!

Acordo pontualmente as 04:00 da madrugada do sábado (03/11) e começo o ritual preparatório para a prova. A área de transição ficou aberta das 04:30 as 06:30. Perto de 05:00 deixei o hotel e segui para a área de transição. Ainda estava bem escuro. Foi feita a marcação do meu número nos braços e a minha idade na panturrilha esquerda. Em seguida entro na transição e vou direto pra bike para abastecê-la com os gels, pãezinhos, encher o aerodrink com Accelerade e encher os pneus da bike. Uma dica é levar uma lanterna, pois não dava pra enxergar direito. Depois fui até as sacolas de bike e corrida para checar se estavam todas ok e tudo certo! Agora era vestir a roupa de borracha e aguardar o tiro de largada.

Os profissionais no masculino e feminino largam antes dos amadores. Na verdade foram 3 largadas: pro masculino, pro feminino e amadores. Entrei no curral de largada faltando uns 15 minutos e me posicionei na extrema esquerda, alinhado as boias. O percurso é retangular e seria realizado em 2 (duas) voltas no sentido anti-horário, tendo que sair da água ao final da primeira volta, depois correr uns 50m e retornar ao mar para a segunda volta. As condições do mar não estavam tão boas. Não tava lisinho como de costume. Mar mexido, com ondulações altas, mas a temperatura estava agradável e contamos com um percurso raiado, com boias intermediárias sinalizando o melhor caminho. Para a minha alegria, antes da largada encontro com o amigo Luciano Petri.


Pontualmente as 07:00, com um tiro de mini canhão, foi dada a largada para o Ironman Florida 2012. Como se já não bastasse tudo que vivi antes da prova com os problemas de saúde, logo no início da natação levei um chute muito forte na altura da minha costela. Gritei alto de dor! Pensei na hora, o que falta mais acontecer comigo?! Momento de tensão e procurei seguir em frente já com desconforto. Finalizo a primeira volta com a boa parcial de 30min e com o pensamento de ir mais rápido na segunda volta, mas as dores na costela incomodavam com a rotação do tronco, e mais ainda pra mim que respiro pro lado direito, forçando o lado esquerdo onde levei a pancada. Então acabei sendo mais lento nessa segunda volta. Mesmo assim considero que fiz uma boa etapa de natação, concluindo os 3,8km do percurso em 1h05m.

A transição é um pouco longa, aliada a minha tradicional lentidão na T1, onde me embananei todo para vestir o corta-vento, e  levei 08:01 para sair da transição e iniciar a etapa de bike.

O percurso de bike seria realizado em volta única de 180km. Show! Estava curioso e ansioso para sentir esse percurso. Levamos uns 12km para sair da cidade e começar a parte do percurso na estrada. Pegamos nesse início uma neblina e o clima estava frio mas agradável. Várias retas com asfalto excelente, quase sem vento e até a altura do km 90, onde faríamos o retorno, a média de velocidade só aumentava e cheguei a atingir 35,8 de média. Fui curtindo bastante o visual e a prova. Como estava bom demais pra ser verdade (rsrsrs), um pouco antes do retorno, pegamos uns 15km de trecho com asfalto bem ruim, trincado, com falhas, e a bike batia o tempo todo. Resultado, o meu clip afrouxou e fiquei com um grande receio de ir ao chão. Momento de tensão, onde tive que diminuir a velocidade, puxando o clip pra posição original várias vezes, até passar esse trecho ruim. As sacolas de special needs ficavam logo após o retorno dos 90km, mas não quis usar a special needs da bike. Larguei com toda a minha nutrição para os 180km. Passado esse trecho ruim, comecei a sentir de forma mais intensa os efeitos do forte chute que levei na natação. Simplesmente não conseguia mais ficar na posição aerodinâmica, no clip. Doía muito! O clima esquentou bastante e abriu um sol pra cada um. O vento também deu o ar da graça e entrou legal. Tivemos algumas subidas nessa parte do percurso de retorno, mas nenhuma de grande dificuldade. Comecei a perder rendimento e oscilei bastante de humor. O pior momento foi entre os kilômetros 105 e 150. Sofri demais com as dores, o calor e também fiquei um pouco enjoado. Só pensava em chegar. A partir do km 151 até o final, melhorei o ânimo. No km 175, ou seja, faltando 5km para o fim, o pneu traseiro da minha bike estourou e decidi que não iria parar. Segui 5km com o pneu no chão, pedalando em pé, sem poder sentar no selim. Mesmo com tudo isso, fiquei impressionado com a minha parcial ao final dos 180km de bike com o ótimo tempo de 5h15m, média de 34,1. Simplesmente a minha melhor parcial de bike em 4 ironman's. Show! Fiquei bem feliz e ansioso pela maratona que viria a seguir.

Entro na transição, pego a minha sacola de corrida e faço uma T2 com um tempo aceitável, pois ainda fui ao banheiro. Levei 04:02 para sair da transição e começar a maratona. As minhas pernas estavam leves, porém não conseguia correr com as dores na costela. Senti uma dificuldade enorme para respirar e corri travado. Que desespero! Teríamos pela frente 2(duas) voltas longas de 21km. Nessa primeira volta, tique que andar em alguns pontos para recuperar o fôlego e quando voltava a correr era de forma bem sofrida. Levei 2h05m para concluir a primeira volta. Rezei bastante pedindo um milagre! Além do sofrimento das dores, tinha também o sofrimento de não poder concluir a prova. Abro a segunda volta, e as minhas orações são atendidas. Disse ao meu Senhor, não desejo a minha glória, mas que tu sejas glorificado hoje, através da minha fé. O mal não podia vencer, apesar de tentar de tudo para me derrotar, mas eu preferi ouvir a voz da verdade, e ela deve prevalecer e vencer sempre. Fiquei muito emocionado, as dores deram uma pequena trégua e aproveitei para encaixar uma corrida um pouco melhor. Não andei mais nesses últimos 21km da maratona e o percurso totalmente plano ajudou. Só fiquei um pouco enjoado a ponto de não mais entrar gel, e fui me abastecendo somente com coca-cola e água. Muitos postos de abastecimento no percurso com: água, coca-cola, gel, isotônico, banana. A maior parte do percurso é dentro de uma área residencial e cheio de pequenos "S". Faltando 1 milha para chegar, sou todo emoção e fico arrepiado. Choro copiosamente e começa a passar um filme na minha cabeça de tudo que aconteceu até aquele momento. Inacreditável! Como eu tinha conseguido passar por tantos obstáculos? Sendo que alguns deles julguei intransponíveis! Um turbilhão de sentimentos e sensações se irradiou pelo meu corpo. Lembrei de tantos amigos e familiares queridos na torcida e aflitos pela minha condição de saúde antes da prova. Que loucura o que vivi naquele momento! Entrei no corredor final, sozinho, ovacionado pelas pessoas e cruzei o pórtico mágico do Ironman Florida 2012 exausto da longa batalha, mas com uma felicidade indomável.

Simplesmente não dá para explicar algo que faz você se sentir tão pleno, realizado, e que te leva a um encontro face a face com o seu eu interior, do qual muitas vezes fugimos, pois ele sabe melhor do que ninguém das nossas fraquezas, medos, e quando estamos no Ironman essa batalha é inevitável e tudo se acentua, se torna doloroso, mas ao cruzar aquele pórtico da chegada, temos a certeza que ao vencer a batalha externa, tivemos primeiramente que vencer a batalha interna. Vencemos a nós mesmos.

Quanto ao resultado, vi que mesmo não sendo a minha melhor marca em 4 ironman's concluídos, foi a minha melhor colocação na categoria (49/564) e no geral (246/3061). A minha categoria 40-44 anos teve o maior número de inscritos.

Um dia após a prova, estivemos diante de um novo recorde impressionante!!! Em menos de 1 minuto todas as vagas para o Ironman Florida 2013 se esgotaram na internet. Eu presenciei no local a imensa fila dos voluntários desse ano que tiveram preferencia na inscrição de 2013, bem como os atletas inscritos em 2012 que também tiveram preferencia. Awesome!!!

Clique aqui para obter todas as informações e resultados do Ironman Florida.




No retorno a Fortaleza, como ainda estava sentindo muitas dores e incômodo na região da costela, resolvi ir ao médico na quinta-feira (08/11) para tirar um raio-x. Não houve fratura, mas sim uma inflamação no nervo da região. O doutor disse que os sintomas de fortes dores causados pela inflamação, são os mesmos de uma fratura, o que diferencia é o tempo de recuperação de um quadro para o outro. No caso de fratura demora mais, no caso da inflamação leva menos tempo pra recuperar. O médico ficou impressionado como eu tinha suportado mais de 10h de prova com essas dores. Disse a ele que até agora não sabia de onde tinha tirado tanta força para suportar. Passou um tratamento com medicamentos e gelo por 12 dias e claro, repouso. Inacreditável!!! Quando digo que foi um milagre eu concluir essa prova, não exagerei!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vice-Campeão Cearense de Triathlon Olímpico 2012


Após a disputa das 2(duas) etapas do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico (1,5km natação ; 40km ciclismo ; 10km corrida), a Fetriece divulgou o ranking final do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico 2012.

Competindo na cat. 40-44 anos, conquistei o 1º lugar na I Etapa e o 2º lugar na II Etapa. Na soma final de pontos fiquei empatado com o triatleta Saulo Rabelo, ambos com 185 pontos. No critério de desempate, aquele que ganhou a II Etapa leva o título e com merecimento foi para o grande Saulo Rabelo. Com isso me tornei Vice-Campeão Cearense de Triathlon Olímpico 2012.

No final do ano os campeões gerais e das categorias receberão homenagem como melhores do ano do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico, em cerimônia promovida pela Fetriece.


Clique na imagem acima para ampliar

Ranking Final Campeonato Cearense Triathlon Olímpico 2012

sábado, 13 de outubro de 2012

Ironman 70.3 Brasil 2012 e a Conquista da Vaga para o Ironman World Championship 70.3 Las Vegas 2013


Surpreendente!!! Essa palavra define o que foi a minha história no Ironman 70.3 Brasil 2012. No dia 25 de agosto de 2012, pelo quarto ano consecutivo, eu estava alinhando na Praia de Armação em Penha-SC para encarar os 1,9km natação - 90km bike - 21km corrida dessa bela prova. Foi o meu 8º Ironman 70.3 na carreira.

Muitas vezes estar na largada de uma prova é bem mais difícil do que cruzar a linha de chegada. Cheguei ao Ironman 70.3 Brasil 2012 nessas condições e algumas pessoas sabem do que estou falando.

Antes de começar a escrever a minha história no Ironman 70.3 Brasil 2012, passei alguns dias refletindo e tentando entender tudo o que vivi e senti nessa prova. Tudo ainda está muito vivo em minha memória e a ficha demorou a cair. Foi uma experiência muito intensa e que exigiu demais do meu corpo e mente.

Não sei explicar, mas o Estado de Santa Catarina exerce sobre mim uma energia muito positiva e me sinto muito bem e feliz por lá. Coisas incríveis acontecem e desfechos inacreditáveis se concretizam.

Na edição desse ano, tive a alegria de estar novamente com a companhia de minha família, a família do meu irmão André e tantos amigos queridos. Foi um final de semana em Balneário Camboriú e Penha, onde imperou o alto astral e um clima de descontracão entre todos.

Parti de Fortaleza com destino a cidade de Navegantes-SC na madrugada de quinta-feira(23/08) com minha esposa, meu filhão e vários amigos. Viagem longa e desgastante com quase 11h de duração entre vôos e aeroportos. Desembarcamos as 12:45PM e fomos direto almoçar no Restaurante Aconchego, que ficava vizinho ao aeroporto. Na sequência fomos até a locadora, pegamos o nosso veículo e partimos para o Beto Carrero World para a retirada do kit da prova. Aproveitamos para dar uma olhada na feirinha do evento e depois pegamos o carro e fomos até Balneário Camboriú, onde iríamos ficar hospedados. De Penha até lá dá uns 50km pela BR-101. Chegamos ao hotel, o Mercure Camboriú Internacional, já no finalzinho de tarde e após uma noite sem dormir, várias horas de vôo, carregar várias malas e montar a bike no hotel, estava exausto e decidi relaxar na jacuzzi térmica na cobertura do hotel. Tava precisando (rsrsrs)!!!

Vamos a prova! Após todos os rituais pré-prova, entro no mar para fazer um aquecimento e sentir como estava a temperatura da água. Fiquei surpreso com as condições. O mar que sempre era lisinho, parecendo uma piscina, estava com ondas quebrando forte na arrebentação. Ao terminar o meu aquecimento, fui surpreendido por uma dessas ondas e levei o maior caldo, batendo meu ombro no fundo e por pouco não gerando algo mais sério. Teria que tomar muito cuidado quando fosse dada a largada, para passar essas ondas da melhor forma possível.

As 9:30 soa a buzina e tive muita sorte ao entrar no mar, me posicionando bem a frente e passando com tranquilidade pelas ondas. Os primeiros 300m tem muito congestionamento e sabendo disso, imprimi um ritmo mais forte, para desgarrar e evitar acidentes. Deu certo! Depois encaixei o meu ritmo e tinha a todo o momento a sensação de que estava fazendo uma ótima etapa de natação. Ao sair da água após os 1,9km de natação, fiquei frustrado ao olhar o relógio e ver o tempo de 31:40. Na minha cabeça faria em torno de 28min. Depois fiquei sabendo que na medição de vários amigos com Garmin 910XT, tivemos em torno de 200m a mais no percurso.

Ao entrar na área de transição, vi que ela estava praticamente vazia. Foi a comprovação de que tinha feito uma boa natação. Estava bem na frente e fiquei super empolgado. Agora viria pela frente a etapa de bike e decidi que iria arriscar um pedal mais forte e me enchi de coragem e determinação em executar esse plano. A cada volta me sentia muito bem, encaixado na bike e com uma boa técnica. Um detalhe muito positivo foi que não vi grandes pelotes esse ano, comparado com a vergonha que foi em 2011. A fiscalização esteve bem mais atuante e de certa forma inibiu a ação desse grupo.

Chego na terceira e última volta, e estou com uma ótima média, a melhor que já tinha feito até então nas quatro edições de Penha. Mas, de uma hora para outra, essa média foi diminuindo e fiquei intrigado, pois estava bem, com força, e a média caindo. Olhava para os outros e a sensação era de que todos estavam mais lentos. Pensei, bom, não é só comigo. Após algum tempo tentando entender, vi que um grande vilão estava começando a agir e dar seus sinais. O vento! Mais tarde ele viria a se tornar um vendaval na etapa de corrida, mas já no pedal, ele tinha deixado o seu recado do que viria pela frente. Mesmo com os fortes ventos, concluí os 90km de bike com um bom tempo de 2h31m.

Entro na área de transição e novamente fico surpreso com somente 3 atletas na tenda e quando joguei minha sacola da corrida no cercado, vi que tinham poucas lá. Caramba, inacreditável! Saí pra correr os 21km tentando controlar a emoção e o ritmo, pois sabia que não tinha feito uma boa preparação e podia botar tudo a perder na corrida.

Não estava me sentindo confortável e a corrida estava meio travada, mas mesmo assim o pace estava bom. Fiquei bastante preocupado, com receio de quebrar. Os kilômetros se passavam e nada de encaixar a minha corrida. Pensei, caramba, o que fazer? Tento aumentar o ritmo ou mantenho? Enquanto isso, via os competidores da minha categoria passar por mim e decidi não pensar nisso e focar 110% na minha prova e continuar dando o meu melhor.

Quando fiz o último retorno na última volta, um verdadeiro vendaval entrou em cena. Rajadas de até 60km/h segundo policiais, derrubou banheiros químicos, placas e até uma árvore caiu dentro do Parque Beto Carrero, bem ao lado de minha esposa e filho de 6 anos. A sensação que tive era que estava correndo em câmera slow, imprimindo muita força e quase não saindo do lugar. A essa altura, os efeitos sobre o meu organismo se mostraram mais evidentes e senti uma perca de energia muito grande e tive muita dificuldade para completar o kilômetro final. Já no tablado, um competidor da minha categoria me ultrapassa, mas eu só pensava em cruzar o pórtico, já quase sem forças. Pensei que fosse desmaiar a qualquer momento.

Foto do meu amigo José Anchieta Rabelo no momento do vendaval

Ao me aproximar do pórtico, avisto minha esposa e filho, e o pessoal da segurança não deixou o meu filho entrar comigo. Nunca tinha visto isso! Sempre deixam, inclusive vários outros atletas entraram com seus familiares, mas tive que cruzar o pórtico sem ele. No outro dia entendi tudo. Mais uma das obras divinas, fez com que aquele segurança fizesse isso. Daqui a pouco explico melhor!

Durante a minha luta contra o vento na parte final da prova, cheguei tão esgotado e com forças reduzidas, que tive a sensação ao cruzar a linha de chegada que se tivesse mais uns 100m não completaria (rsrsrs). Olhei para o relógio da prova que apontava o bom tempo de 4h53m e fiz um grande esforço para não perder os sentidos e me manter em pé.

Olha só a minha nutrição imediatamente no pós-prova: 3 sorvetes, 4 fatias de bolo, 5 copos de Gatorade, 4 copos de Pepsi e 2 sandubas. O desgaste foi grande!!! :)

Após a prova, curti ainda a chegada dos amigos e no final da tarde voltamos a Balneário Camboriú e fui curtir uma merecida piscina com meu filhão. Ao retornar ao quarto do hotel, tomei meu banho, peguei o iPad e fui ver as redes sociais. Por volta das 21h, meu amigo Gil Castelo de Brasilia, me informou que tinha saído o resultado oficial e para a minha surpresa eu tinha conquistado um Top 10 na cat. 40-44 anos e 64º no geral de 610 triatletas que completaram a prova. Excelente!!! Fiquei realmente muito contente! Não esperava! Após alguns minutos, me toquei que tinha grandes chances de conquistar a vaga para o Mundial de Ironman 70.3 Las Vegas 2013. Na minha categoria tinha reservado 8 vagas. Eu precisaria de 2(duas) desistências. Lembrando que eu estava em nono e fui ultrapassado já no tablado a poucos metros do fim.

RESULTADO
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Minha cabeça foi a mil!!! Por não ter feito uma boa preparação para essa prova, esse ano não levei os dólares para efetuar a inscrição do mundial. Temos que estar na rolagem de vagas com US$350 em espécie. Não consegui dormir direito. Passei a noite em claro e pensando se daria certo a conquista da vaga. Precisava de 2(duas) desistências e de dólares. Como iria conseguir os dólares numa noite de sábado ou no domingo de manhã? A rolagem das vagas aconteceria as 10h da manhã do domingo, no Kartódromo do Parque Beto Carrero.

Por volta das 5:30 da madrugada do domingo, desci e fui conversar com o pessoal do hotel se teria onde eu comprar dólares naquele momento. Eles disseram que ao lado do hotel, no Mercadinho Quebra-Galho, o irmão da dona tinha um casa de câmbio. Fui até lá e a dona só chegaria as 7h. Pense numa espera angustiante! Enfim, ela chegou as 7:10, ligou para o irmão que disse que não abriria a loja no domingo, porém ela tinha US$300 na sua carteira. Pensei, caramba, mas eu preciso de US$350. Com a cabeça fervilhando, resolvi comprar os US$300 e ir atrás do restante. Ainda tive que sair por Balneário Camboriú atrás de uma agência do Santander para retirar dinheiro para a compra dos dólares. E o relógio andando! Estava no limite do meu tempo de sair de Camboriú e dirigir por 50km até Penha.

Acreditando que algo de bom estava reservado pra mim, disparei mensagens por telefone para os amigos, perguntando quem teria dólares para vender. O tempo voava e no último instante, meu amigo Nestor Teixeira, disse que tinha exatos US$400, e como ele só precisaria dos US$350 para a sua inscrição no Mundial, sobraria os US$50 de que eu tanto precisava. Incrível! Que desfecho!

A primeira parte do milagre tinha se tornado realidade. Agora teria que torcer para 2(duas) desistências. Minhas mãos estavam geladas, eu suava frio. Ansiedade grande! No caminho de carro de Camboriú até Penha, rezava bastante para que se realizasse o que fosse melhor pra mim. Iria ficar feliz com a vaga no Mundial, mas também não ficaria triste se não conseguisse.

Começa a rolagem de vagas para o Mundial na minha categoria 40-44 anos e na disputa 8 desejadas vagas. O primeiro colocado é chamado e ele não estava lá. Caramba, só mais uma desistência e a vaga seria minha. O segundo vai. O terceiro colocado foi o Carlos Galvão, da Latin Sports, e ele disse que não queria a vaga. Incrível! A segunda parte do milagre tinha se concretizado. Agora era só esperar o meu nome. E assim, do quarto ao décimo, que fui eu, todos confirmaram a vaga. Fui o último e sortudo contemplado.

Se lembram do episódio que falei do segurança impedindo a entrada do meu filho? Como uma pessoa que tem fé, mesmo em ocasiões de grande frustração, como a de não poder concluir a prova correndo com minha maior fonte de inspiração que é o meu filhão de 6 anos, o meu Senhor é quem comanda e sabe de tudo, e se o meu filho tivesse entrado comigo, eu iria perder mais uma posição na prova. Sem eu saber, através da obra divina, o ato daquele segurança, me garantiu uma vaga no Mundial de Ironman 70.3 Las Vegas 2013, pois o 11º colocado chegou a poucos segundos de mim. Iguinho meu filho, vamos pra Vegas com a mamãe e o papai!!! :)

Essa será a minha segunda participação em um Mundial de Ironman 70.3 na minha carreira. A primeira vez foi em 2009 na bela cidade de Clearwater, Flórida, Estados Unidos e foi simplesmente sensacional e inesquecível.

Carta de confirmação da vaga no Mundial de Ironman 70.3 Las Vegas 2013

Quando eu estava efetuando o procedimento de inscrição no Mundial, me encontrei com o amigo Vagner Bessa, que também tinha sido contemplado com a vaga. Só nos conhecíamos pela internet e quando nos vimos, parecia que a gente se conhecia a décadas. Demos boas risadas, um grande abraço e curtimos muito aquele momento.

Merece destaque e parabéns a brilhante delegação do Estado do Ceará que fez bonito e carimbou 4(quatro) vagas para o Ironman World Championship Las Vegas 2013. Além de mim, Saulo Rabelo, Marcelo Cristino e Nestor Teixeira. Show!!!





CLIQUE AQUI para ver o vídeo da minha chegada. Repare no relógio da prova. Veja o quanto ele balança!!! :)

Minhas fotos no Foco Radical 
Número do Atleta: 817

Minhas fotos na WebRun 
Número: 817

Acesse o SITE oficial do Ironman 70.3 Brasil para maiores informações e confira os resultados completos.